Campus e Comunidade

III Encontro dos Clubes de Ciência de Oeiras junta centenas de alunos para celebrar a ciência, a criatividade e a colaboração

A Escola Secundária Camilo Castelo Branco recebeu, no passado dia 29 de abril, o III Encontro dos Clubes de Ciência nas Escolas de Oeiras, uma iniciativa organizada pelo Município de Oeiras, em colaboração com o ITQB NOVA, o Técnico ULisboa, o INESC-ID, o InovLabs e o NUCLIO.

O encontro integrou o Festival Nacional STEAM Innovation e a sessão de encerramento da primeira edição da formação “Árvore de Carbono – Ciência Cidadã: Medição e Monitorização da Qualidade do Ar no Espaço Escolar”, reunindo alunos, professores, investigadores e instituições científicas em torno de projetos de ciência, tecnologia e inovação.

Ao longo da tarde, os alunos apresentaram projetos desenvolvidos nos clubes de ciência das suas escolas, desde cidades inteligentes e braços robóticos até iniciativas de programação e monitorização ambiental.

Na sessão de abertura, Elisabete Brigadeiro, chefe do Gabinete de Ciência e Inovação da Câmara Municipal de Oeiras, destacou o envolvimento de toda a comunidade educativa, sublinhando que “quando nós queremos, quando nos associamos, nós conseguimos verdadeiramente fazer a diferença”.

Também João Paulo Crespo, diretor do ITQB NOVA, reforçou a importância da aprendizagem prática, defendendo que os clubes de ciência “abrem completamente os horizontes” dos alunos e estimulam simultaneamente criatividade, rigor e pensamento crítico.

Para Adelino Galvão, docente do Técnico e membro da Comissão de Gestão do Campus Oeiras, estes projetos têm um impacto que vai muito além do contexto escolar. “As competências que vocês vão aprender aqui, de se questionarem, de observarem, de experimentarem, de serem críticos, vão ter um impacto para a vida toda”, afirmou.

Ao longo do encontro, vários alunos e mentores partilharam a experiência de participar nos clubes de ciência. Guilherme Marques, estudante do Técnico e bolseiro do projeto Engenharia para Todos, destacou a importância de aproximar os alunos do ensino básico e secundário do ensino superior, explicando que estes projetos permitem aos mais novos “aprender coisas novas que não aprendem no ensino regular”.

Na Escola Conde de Oeiras, Ana Batista, coordenadora do Clube Ciência Viva, revelou que o interesse dos alunos tem vindo a crescer todos os anos e destacou a importância da parceria com o Técnico no desenvolvimento de projetos ligados à programação e eletrónica.

Entre os participantes, Ema Azevedo, aluna do 6.º ano, contou que aprendeu modelação 3D e programação no projeto Smart City e descreveu a experiência como “muito gira, interessante e engraçada”. Já João Santos, aluno do 11.º ano da Escola Secundária Luís de Freitas Branco, afirmou que participar no clube de ciência lhe permitiu aprofundar o interesse pela engenharia e aprender mais sobre programação e trabalho em equipa.

Também Santiago Cabral, aluno do 8.º ano, destacou a importância do apoio dos mentores universitários no desenvolvimento do seu projeto com micro:bit, afirmando que a experiência tem sido “uma mais-valia” para o futuro que pretende seguir na área da informática.

Maria João Verdasca, coorganizadora do encontro pelo Técnico, sublinhou o crescimento dos clubes de ciência em Oeiras e a importância das parcerias entre escolas e instituições científicas. “Queremos despertar a curiosidade através de projetos com aprendizagens significativas”, explicou.

Mais do que uma mostra de projetos, o III Encontro dos Clubes de Ciência nas Escolas de Oeiras voltou a afirmar-se como um espaço de partilha, descoberta e aproximação entre escolas, instituições científicas e comunidade.

Como destacou Adelino Galvão durante a sessão de abertura: “Divirtam-se, convivam, criem sinergias, porque terem essas sinergias vai ser melhor ciência do que a soma da ciência que vocês já fazem.”